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 Chilique

Turma 76 (EAD/ECA/USP)

Ingressos: Gratuito

Idioma: Português

Indicação etária: 16+

Duração: 90 minutos

SINOPSE: Uma facção de mulheres, inspiradas por Virginia Woolf (Um Teto Todo Seu), questiona o papel da mulher na ficção. Para isso, elas analisam a representação da mulher na obra do autor francês contemporâneo Édouard Louis (Lutas e Metamorfoses de uma Mulher e Monique se Liberta). Chilique é o resultado de um processo de criação junto aos alunos do terceiro ano da Escola de Arte Dramática (EAD/ECA/USP), com coordenação pedagógica de Mariana Senne e Maria Tendlau.

SOBRE O GRUPO: FACÇÃO – FICÇÃO: O processo com a TURMA 76 intuiu alguns campos teóricos e poéticos que foram desenvolvidos ao longo de 4 meses. Primeiro, uma ideia de “contemporaneidade” ou “estética contemporânea”, com sua necessária tradução dos vieses políticos evocados por cada escolha da encenação. Como a turma iria estudar Brecht, em segundo lugar, achamos necessário localizar a opção pelo épico e suas implicações como estratégia formal. Embora muito presente no teatro contemporâneo genericamente, nosso recorte épico é uma escolha essencialmente política. Este enfoque nos levou à criação de um coro, chamado não casualmente de facção, que vem para a cena se posicionar realizando um estudo de caso. Esta facção é inspirada por Virginia Woolf em seu livro Um Teto Todo Seu e, como no livro, nossa facção deseja investigar a mulher e a ficção. O estudo de caso, suporte do texto e dos olhares épicos de nossa facção, é a observância da representação da mulher na obra de Édouard Louis. Assim, estudamos sua literatura, mas qualificamos nosso olhar com a leitura fragmentada de diverses teóriques: Mark Fischer, Silvia Federicci, Paul B. Preciado, Virginie Despentes, Hakim Bey, Angela Davis, Jodi Dean, Bini Adamczak e Jota Mombaça. Convidamos vocês a afiar seu olhar conosco em nosso chilique.

Mariana Senne e Maria Tendlau são artistas de uma determinada geração de criadoras da cena, com origens na Cia. São Jorge, na Companhia do Latão, no Coletivo Bruto e em estudos com Francisco Medeiros. A partir da gargalhada compartilhada, do pensamento crítico, da experimentação e das explosões espontâneas de pensamento e associação, Mariana Senne e Maria Tendlau colocam em cena os escombros, os corpos precarizados e os espaços de vida expropriados pelo capitalismo avançado em formações para o prazer, para a solidariedade, para a luta política e para a amizade. 

FICHA TÉCNICA:

Direção: Mariana Senne


Dramaturgia: Maria Tendlau


Performers: Ana B; Arami Argüello; Beatriz Galli; Bruna Tovian; Carolayne Coelho; Clarice Chaui; Danco; Danee Amorim; Fernanda Gama; Hérllon De Abreu Ataliba; Hiel; Josi Costa; Kelvin Tertuliano; Lucas Ramos; Lucaz Eusébio; Matheus Salgado; Mirielen Dollvik; Natália Ueda; Otto Furtado; Pedro Máximo e Zahra.


Som: Zahra; Maria Tendlau (Raphito Oliveira co-criação)


Vídeo: Otto Furtado e Bruna Carvalho


Luz: Denilson Marques (desenho de luz)


Direção de arte: Jan Brokof e Turma 76


Operadora de luz: Evelen Castro Sidrim


Produção: Turma 76


Atores criadores envolvidos no processo:
Paloma Angelo e  Raphito Oliveira


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Bonecos Internacional Performance

Blindekuh mit dem Tod

D’haus

Düsseldorfer Schauspielhaus

Alemanha

Ingressos: Gratuito

Idioma: Alemão com legenda em Português

Indicação etária: 14+

Duração: 70 min.

SINOPSE: Memórias de quatro crianças judias de Czernowitz antes e durante a Segunda Guerra Mundial: dias felizes, sonhos desfeitos e a sobrevivência no inferno. “A brincadeira da Cabra Cega com a morte” não é um relato sobre o Holocausto, mas sim sobre uma infância roubada. A perspectiva das crianças está em primeiro plano; para elas, muitas coisas parecem um jogo, quando na verdade são uma realidade amarga e ameaçadora à vida. Quando voltamos o olhar do passado para o presente, quando pensamos na infância roubada de jovens em muitos lugares do mundo, como, por exemplo, na atual Ucrânia, percebemos a atualidade dessas histórias. Nesta peça, demos voz a cinco crianças, trouxemos à vida cinco biografias interpretadas por dois atores e acompanhamos tudo com música clássica: o pianista concertista ucraniano Yaromyr Bozhenko acompanha cada apresentação ao vivo ao piano.

SOBRE O GRUPO:

O Junges Schauspiel Düsseldorf é a divisão independente dedicada ao teatro infantil e juvenil do grande teatro estatal Düsseldorfer Schauspielhaus é um dos teatros mais renomados da Alemanha. Suas montagens são convidadas para festivais em todo o mundo. A peça THE DROP está indicada para o festival de teatro “Augenblickmal” de 2027, em Berlim.

FICHA TÉCNICA

Baseada em uma história em quadrinhos de Anna Yamchuck, Mykola Kuschnir, Natalya Herasym e Anna Tarnowezka.


Adaptação: Stefan Fischer-Fels e Robert Gerloff


Elenco: Eva Maria Schindele, Leon Wieferich


Pianista: Yaromyr Bozhenko


Direção: Robert Gerloff


Cenografia: Maximilian Lindner


Figurino:
Nina Kroschinske


Música: Yaromyr Bozhenko, Wasyl Barwinskyj, Levko Rewutskyj, Josyf Elgiser


Composição: Poemas de Selma Meerbaum e Cornelius Borgolte


Iluminação: Benjamin Grunwald


Dramaturgia: Stefan Fischer-Fels


Pedagogia teatral:
Lina Addy

Stefan Fischer-Fels: Nascido em 1964 em Berlim, estudou atuação, pedagogia, sociologia e psicologia em Stuttgart e Tübingen. Ele possui uma licença de treinador de futebol. De 1993 a 2003, foi dramaturgo e pedagogo teatral no Grips Theater de Berlim, dedicando-se especialmente ao incentivo a novos autores. De 2003 a 2011, dirigiu o Junges Schauspiel de Düsseldorf. Posteriormente, foi diretor artístico do Grips Theater de Berlim por cinco anos. Na temporada 2016/17, retornou a Düsseldorf como diretor do Junges Schauspiel.
As montagens do Junges Schauspiel são convidadas para festivais e apresentações em turnê em todo o mundo, por exemplo, no Congresso Mundial da Assitej, no encontro teatral “Augenblickmal!” em Berlim, no “Kinderstücke” de Mülheim, nos festivais Westwind na Renânia do Norte-Vestfália, na Áustria, Itália, Polônia, Ucrânia, Nigéria, África do Sul, Japão, Coreia do Sul e, há 20 anos, no Brasil, em cooperação com o Teatro Cia. Paideia / São Paulo.
Stefan Fischer-Fels foi, por mais de 20 anos, membro da diretoria da Assitej Alemanha e, por 10 anos, da diretoria da Assitej Internacional, a rede mundial de teatros para o público jovem, que se empenha pelo direito das crianças à arte e à participação cultural, bem como pela profissionalização da área de teatro para crianças e adolescentes em todo o mundo. Ambas as associações o nomearam recentemente membro honorário.

Este espetáculo faz parte do Festival como fruto de uma longa parceria de mais de 25 anos da Cia. Paideia com os artistas Luz Hubner, Sarah Nemitz e Stefan Fischer- Fels. Para a Cia. Paideia é um presente todos esses anos em que compartilhamos processos artísticos e a vinda dos grupos alemães para o Brasil através de Stefan Fischer-Fels.